Última flor do Lácio
de Olavo Bilac(2010)
1 min lectură
Mediu
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
em que da voz materna ouvi: \"meu filho!\",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
Despre aceasta lucrare
- Autor
- Olavo Bilac
- Tip
- Poezie
- An
- 2010
- Cuvinte
- 102
- Citire
- 1 min
- Versuri
- 14
- Actualizat
Cum sa citezi
Olavo Bilac. “Última flor do Lácio.” Clasici, Poezie.ro, https://poezie.ro/clasici/olavo-bilac/poezie/ultima-flor-do-lacioIntrebari frecvente
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