Soneto de Ofélia
Poesias (1938)
de Alphonsus de Guimaraens(2010)
1 min lectură
Mediu
Lírio do val perdido na corrente,
Sigo formosa e fria entre outros lírios...
Na cabeça, uma c’roa de martírios;
Nos olhos virginais, a paz silente.
As estrelas virão acender círios
No fundo deste leito, suavemente:
E a lua beijar-me-á, calma e dolente,
– A lua que abençoou os meus delírios.
Que venha o vago luar que anda nas covas
Atorçalar-me a fronte, onde vagueia
O beijo etéreo e trágico de Hamleto...
Formosa como vou, com flores novas
Beijando a minha cor de lua-cheia,
O Príncipe ter-me-á Eterno Afeto.
Despre aceasta lucrare
- Tip
- Poezie
- An
- 2010
- Cuvinte
- 88
- Citire
- 1 min
- Versuri
- 14
- Actualizat
Cum sa citezi
Alphonsus de Guimaraens. “Soneto de Ofélia.” Clasici, Poezie.ro, https://poezie.ro/clasici/alphonsus-de-guimaraens/poezie/soneto-de-ofeliaIntrebari frecvente
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