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O Livro do Sorriso

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O LIVRO DO SORRISO
Antônio Carlos Duques, 24.03.10
Chegar esmagado no ponto fundamental
Erguer as sobrancelhas, desperto, nada ausente,
Primeiro dia de primavera, nova partida,
O inverno há de vir, abre mil olhos,
Frio, ventos, chuvas, herança é caminho de volta,
Mais um sol, flores, fragrâncias, mundos erguem sobrancelhas.
Nada erudito nos espante, mãos estendidas,
Longa, longa estrada, braços abertos,
Relva e lama aguardam todos os pés,
Universos são aldeias de todos os passos,
Primeiro instante da florescência,
Mais uma lua, regatos, sombras erguem sobrancelhas.
Reverencias brotam de todos os rastros,
Caminhar penhascos, mergulhar todos os abismos,
Os que foram, os que são, os que serão,
A percorrer todas as grutas dos adversos,
Sabedoria e insensatez de todas ousadias,
Até as pedras inacessíveis erguem sobrancelhas.
Línguas, símbolos, imagens, satélites de nada,
Tempo, história, morte, sensores sem objetos,
Poder, pobreza, opressões sem fim, alfabetos do absurdo,
Crenças excludentes, oceanos de arrogâncias ruidosas,
Nem caos nem ordem, nem senhores nem escravos,
Escritos do Livro do Sorriso dos meninos de sobrancelhas erguidas!
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