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Todos Nós, Crianças

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TODOS NÓS, CRIANÇAS
Antonio Carlos Duques - Madrugada de 11 de Abril de 2007
Entre muros de submissão,
Confinamento de limites arcaicos
Nossos beijos não se tocam,
Preceitos malandros roubando vidas,
Flores plantadas não nascem,
Arranjos obscuros dos medos dos nossos avós,
Senzala, prisão, hospício, empresa, cafua, família.´
Velhos axiomas dos fantasmas de sangue do passado,
Do fundo das almas a perseguir fronteiras,
Morte a todo humor! A todo laço orgânico!
Tudo uniforme, frio, fixo, triste, sedentário,
Paranoias da fuga ao prazer, janelas do horror,
Despedimo-nos sem apertos de mão, sem bater a porta,
Lei, falta, lacuna, conformidade, castração.
Círculo de blindagens invisíveis dos tempos,
Histórias de vidas a corromper sem cantos,
Crianças são dígitos, deletem suas almas,
Do sertão do Nordeste ao Malawi, morremos juntos,
Abraços negros a judeus, palestinos, Vila de Sta. Luzia, Brasília Teimosa,
Eguns! Meus Eguns do Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, salvai-nos!
Axioma, dogma, algoritmo, crenças, lixos da opressão.
Mudar a realidade sem perseguir arco-íris,
Libertar todos da tirania, mesmo a mais amena,
Fazer do beijo incondicional a pátria dos libertos,
Implodir armadilhas, velhas categorias das máquinas,
Dessacralizar o amor, torna-lo nômade, sem revoltas,
Apaixonar-se pelo excesso, extinguir toda herança,
Unir todas as bocas, corpos, sexos, sonhos, todos nós crianças!
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