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O Conto dos Cânticos

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O CONTO DOS CÂNTICOS I
Antonio Carlos Duques – Madrugada de 22 de maio de 2007
Procuro a Menina a quem amo,
Pois que vem o tempo da canção.
Onde estás minha menina, seios de gema,
Comi todos os bolos de uva-passa,
Reforcei-me com todas as maçãs.
O inverno se foi e continuo doente de amor,
Quero-te as aberturas! Não é tempo de flores?
Mas eis que não prenderam as raposas,
Pequenas e grandes raposas invadem todas as vinhas,
Seus olhos e ouvidos em todos os espaços,
Vigiam meus passos, mapeiam meus caminhos,
Terão roubado o leite e o mel,
Por baixo da tua língua? Pois tudo sabe a enxofre.
Blindaram as aberturas! Todas elas! Tempos de espada!
Procuro-te nas praças, bares, estações,
Mensageiros digitais, celulares, moleques de recados,
Anúncios de jornais, exauro-me no megafone,
Camaradas estão atentos a fazer-me ouvir tua voz.
Pois são tão belos teus pés, não deixam marcas,
Um só dos teus olhos me enlouquece, quero-te as vinhas,
Dos lábios, do sexo! Não é tempo de primavera hoteleira?
Eis que as raposas presidem os Rios, as Grandes Águas,
Montanhas, matas, vinhas, em mãos de comparsas.
Nossos umbigos são taças de seus venenos,
A Morte aprisiona o Amor, olhem as águas!
Camaradas estão atentos a calar até aos ventos,
Sou a seus olhos como quem prepara a guerra,
Eu doente de amor pela menina.
As raposas, pelo sangue da terra.
O CONTO DOS CÂNTICOS II
Antonio Carlos Duques. Madrugada de 08.06.07
Encontrei a Menina a quem amo,
Cruzei todos os montes, as vinhas, as cartas de marear,
Morreram as incertezas do passado,
Sua face é lingote de ouro fino,
Seus cabelos, cachos de palmeiras,
Suas palavras, doçuras desejáveis,
Ventos dos oceanos cantaram nossos abraços.
Conciliábulos de raposas arderam em desânimos,
Foi-se o inverno e a chuva, abriram-se todos os ferrolhos,
Todos os venenos se desfazem em seus gestos,
Suas coxas, canteiros de bálsamos, escudam a terra,
Águas de lágrimas e do sexo a lavar os Rios e Grandes Águas,
Mirra e incenso de seus beijos libertam o sangue dos mundos,
Encantos de lírios a perfumar todas as espadas!
Camaradas trouxeram-me a sua voz e presença,
Como são lindas as carícias dos seus passos ao vir,
Sombras fugazes fogem dos seus risos, é meio-dia,
São como cepas de flor a derramar perfumes,
Nossos jardins e vinhas têm alentos de paixão,
O Amor venceu a Morte, agora tudo é Luz,
Como és bela minha Menina, como és bela!
Já não preparo a guerra, seus seios são vitórias,
Bebo meu vinho com leite saudando auroras,
Pactos e juras sem fim, feitiços de Menina,
Quebram-se algemas de rosada adolescência,
Nossos corações são tendas e abrigos,
Desejos são sóis e luas a povoar sonhos, te guardo!
Todos os leitos nos esperam, vem, me guarda!
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