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VISITAÇÃO
Antonio Carlos Duques. Maio de 2006
Chegaram em silêncio. Postaram-se as duas ante mim furtivas.
Olhos sedentos de perguntas, almas ardentes de respostas.
Enlouquecidos lábios de sedução morena a violentar fronteiras.
Urge escrever uma canção eterna, síntese de nossas línguas,
Trememos de ardor, fascínio de volúpias a consumir-nos o alento.
Morrer e renascer! Esta paixão é impronunciável!
Aqueles beijos eram mantras a evocar delírios e desmaios,
Doação insaciável de carícias, cadáveres de limites,
Penetrando capilares, dissolvendo células, implodindo órgãos,
Sangue apaixonado rasgando parâmetros sensórios,
Assaltamos-nos como deuses a construir mundos luminosos,
Naquela madrugada conhecemos a paz selvagem. (*)
Insano, demasiadamente insano para medir,
Nosso palco é o infinito, louco infinito, perdidos estamos,
Eternamente, não nos acharemos mais. Não há mais estradas.
Pedras encantaram-se não há o que nelas recostar,
Olhamos à direita, à esquerda, nada para ver.
Agora revelarei gritando seus nomes e feitiços: Amor e Liberdade!
(*) Homenagem ao poeta israelense Yehuda Amichai
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